Resposta rápida das forças de segurança resulta na prisão de casal investigado pela morte de empresário em Imperatriz
A atuação coordenada entre investigação policial, inteligência e cooperação interestadual resultou na prisão do casal apontado pelas investigações como responsável pela morte do empresário Laércio Muller Rocha. O caso, que mobilizou as forças de segurança e gerou grande repercussão em Imperatriz e em todo o Maranhão, teve rápida resposta do Estado, com avanço significativo das investigações poucos dias após o desaparecimento da vítima.
Desde o registro do desaparecimento do empresário, na última sexta-feira (5), a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Imperatriz, concentrou esforços para identificar os envolvidos, reunir provas e esclarecer as circunstâncias do crime.
Com base no trabalho investigativo, foram representados e expedidos mandados de prisão temporária contra os principais suspeitos. Na madrugada desta sexta-feira (12), o casal foi localizado e preso no município de Tianguá, no Ceará, por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que confirmaram a existência das ordens judiciais durante consulta aos sistemas de segurança.
Após os procedimentos legais, os investigados foram encaminhados para uma unidade prisional no estado vizinho, onde permanecem à disposição da Justiça enquanto aguardam os trâmites para transferência ao Maranhão.
Perícia Oficial emprega tecnologia e ciência forense na elucidação do caso
Paralelamente às diligências conduzidas pelas forças policiais, equipes da Perícia Oficial de Natureza Criminal do Maranhão atuam na produção das provas técnico-científicas indispensáveis ao esclarecimento do caso.
Os trabalhos periciais envolveram exames no local do crime, com coleta de amostras biológicas, projéteis e estojos de munição, além de perícia no local onde o corpo foi encontrado, exame de necropsia e perícias veiculares com aplicação do reagente luminol, técnica utilizada para identificar possíveis vestígios biológicos não visíveis a olho nu.
Os elementos balísticos arrecadados serão inseridos no Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), ferramenta que permite o cruzamento de informações com ocorrências registradas em todo o país, contribuindo para a identificação de armas eventualmente utilizadas em outros crimes e fortalecendo as investigações.
Para a perita-geral do Maranhão, Anne Kelly Veiga, o trabalho pericial é decisivo para a responsabilização dos autores.
“A Perícia Oficial participa de todas as etapas que demandam exames de vestígios e produção de prova material. Neste caso, os exames realizados nos locais periciados, no corpo da vítima, nos vestígios biológicos e nos elementos balísticos coletados serão fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime, identificar as circunstâncias da morte e fornecer elementos científicos que subsidiem o trabalho investigativo e a futura responsabilização dos autores perante a Justiça”, destacou.
Investigação segue em andamento
As diligências são conduzidas pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Imperatriz. Um terceiro investigado apontado como envolvido no crime permanece foragido e segue sendo procurado pelas forças de segurança.
O delegado Josenildo Ferreira, chefe da DHPP de Imperatriz e responsável pela investigação, destaca que o trabalho permanece em andamento até o completo esclarecimento dos fatos.
“Trata-se de uma investigação complexa, que exigiu atuação contínua das equipes, análise minuciosa de provas, oitivas, levantamento de imagens e cruzamento de informações. Os elementos obtidos ao longo das diligências permitiram identificar os principais investigados e solicitar as medidas judiciais cabíveis. Agora, seguimos com novas diligências e aguardamos também a conclusão dos laudos periciais para consolidar todo o conjunto probatório e esclarecer integralmente o caso”, afirmou.
Compromisso do Estado com a Justiça
A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, ressaltou que a prioridade dada ao caso demonstra o compromisso das forças de segurança com uma resposta rápida e efetiva à sociedade.
“Este foi um caso que sensibilizou toda a sociedade maranhense e, desde o primeiro momento, recebeu tratamento prioritário das nossas forças de segurança. A Polícia Civil conduziu uma investigação técnica e célere, com apoio da inteligência policial e integração com outras instituições, o que possibilitou a identificação dos envolvidos e o cumprimento das prisões. Nosso compromisso é seguir trabalhando até o completo esclarecimento dos fatos e para que todos os envolvidos sejam levados à Justiça”, pontuou.
O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, destacou a atuação rápida e integrada das equipes durante toda a investigação.
“As equipes da Delegacia de Homicídios de Imperatriz atuaram ininterruptamente desde o registro do desaparecimento, reunindo elementos probatórios que permitiram representar pelas medidas cautelares e avançar rapidamente na identificação dos investigados. O compartilhamento de informações entre as forças de segurança foi decisivo para que a resposta do Estado fosse rápida e eficiente”, afirmou.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública reforça que o trabalho investigativo continua e que todas as circunstâncias do crime serão devidamente apuradas, com o objetivo de garantir a responsabilização de todos os envolvidos e oferecer uma resposta firme à sociedade maranhense.
