SSP e parceiros vistoriam bares e restaurantes na Raposa

Visando fiscalizar e orientar os proprietários dos bares e restaurantes do município da Raposa, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros em parceria com o Ministério Público do Maranhão realizaram, na manhã de quinta-feira (14), uma ação de vistoria em todos os estabelecimentos do gênero daquele município. Durante os trabalhos, equipes das três instituições percorreram diversos bares vistoriando as condições de funcionamento nestes locais.

Ao todo, cinco bares foram vistoriados. Em um dos pontos, no Bar da Vera, localizado na Avenida Principal do município, as equipes encontraram o local apresentando inúmeras irregularidades. Entre os problemas constatados, a exposição da fiação elétrica e a estrutura comprometida são os mais perigosos, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Segundo o órgão, o local apresenta risco de desabar, pois com o passar do tempo toda a estrutura que é sustentada por madeiras, irá ceder.

 

De acordo com o tenente Helton Pereira, do Corpo de Bombeiros, entre as principais irregularidades encontradas nos bares está a estrutura dos estabelecimentos. “Muitos bares estão em condições impróprias para o funcionamento. Alguns, por serem sustentados por madeiras, os donos precisam estar atentos e sempre e substituindo o material antigo por um novo. Essas medidas reduziriam os riscos de ocorrer uma tragédia”, explicou.

A iniciativa da ação partiu após uma palestra desenvolvida pela Exposição de Segurança Pública do Maranhão (Exposegma) em uma escola da cidade. Na ocasião, a delegada de Costumes e Diversões Públicas, Ana Tereza Duailibe, ministrou uma palestra sobre o funcionamento de bares e a os órgãos municipais solicitaram uma ação educativa na cidade.

Segundo o promotor Reinaldo Campos Castro Júnior, titular da Comarca de Raposa, essas ações ajudam a trazer tranqüilidade para a população. “Há mais ou menos um mês também realizamos uma audiência pública, onde escutamos todas as demandas da cidade. Algumas denúncias foram feitas. Elas indicavam que diversos pontos de festas funcionavam como ponto de vendas de drogas e como locais destinados a práticas sexuais. A partir disso, essa e outras ações estão sendo feitas. Vamos, ainda, montar uma agenda para continuarmos com esses trabalhos aqui na região”, contou.

Ações – Em relação às ações de repressão e prevenção, o Major Araujo, subcomandante do 6º BPM, garantiu que os trabalhos de combate ao tráfico de drogas e a poluição sonora serão intensificados no local. Nos próximos dias, guarnições irão ao local comprovar todas as denúncias.

Todos os estabelecimentos vistoriados foram notificados. Os proprietários têm um prazo máximo de 30 dias para se adequar as normas. Caso os proprietários não cumpram as determinações, a punição varia de multa no valor de R$ 260 reais até a interdição do local.